O MACRO-AMOR

 

Um encontro de idéias paralelas

E o brilho nos olhares que se buscam.

 

Eu te amo

Em todo o entrelaçamento possível das solidões,

Em todo o ar expirado a partilhar os ares do mundo

Na pura nobreza das ruas encardidas, sem destino.

Na profunda tristeza impregnada nas atmosferas palacianas.

Virginal impulso no afã de imortalizar a sua essência.

 

Amor surgido da trágica parafernália do tempo.

Amor perenal e invicto – imune a toda ira (sua) repentina

Com seus vestígios nos meus gestos, nos meus passos, nas minhas palavras 

A linguagem com que me leem do topo dos montes e do fundo dos infernos.

Um estratosférico sim orgástico aliviando.

Macro-amor desenhado no destino.

Amor desixorribonucleicamente composto

A nutrir-se da lembrança do seu perfume, da sua voz, da sua pele – sua possível imagem.

 

Eu te amo

Para além dos espirais dos seus cabelos,

Para além dos seus fluidos no meu corpo,

Livremente para o que possa sentir

Enquanto nossos olhares se buscarem.

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